O projeto Prevenir, desenvolvido pela Unifacisa e Fundação Pedro Américo, acaba de ganhar um novo parceiro, cuja atuação ocorre em âmbito nacional. A Organização Não Governamental Américas Amigas atuará inicialmente capacitando a equipe técnica responsável pelas mamografias que serão realizadas pelo projeto Prevenir.

A ONG, sediada em São Paulo e com atuação em todo o país, trabalha desde 2009 promovendo a diminuição da mortalidade do câncer de mama, principalmente por meio de exames preventivos. O eixo de atividades é formado pela doação de equipamentos, treinamento e capacitação dos técnicos e doação de exames, além da atuação no Outubro Rosa.

A parceria, mediada pela associação Mulheres de Peito de Campina Grande, vinha sendo construída desde o início do ano. “Temos uma convergência de forças que vai garantir a formação de uma rede de atendimento de combate ao diagnóstico tardio do câncer de mama”, explicou a reitora da Unifacisa, professora Gisele Gadelha.

Para a gerente geral e de projetos da Américas Amigas, Mirna Hallay de Andrade, a parceria tem tudo para ser profícua. “Existe uma grande possibilidade de que a gente faça a diferença e consiga atuar positivamente no controle da mortalidade de mulheres por câncer de mama. Nós estamos dando a mulher de baixa renda a mesma chance que uma mulher que tem convenio tem de ter diagnóstico precoce”, comemorou.

Segundo a mastologista Cristiane Araújo, coordenadora da associação Amigos do Peito, a estimativa é que a Paraíba tenha em 2017 800 novos casos de câncer de mama diagnosticados e deste total 1/3 deve ir a óbito. “As mulheres estão morrendo de uma doença que é curável se detectada precocemente”, alertou.

Para tentar reduzir esses índices o projeto Prevenir, juntamente com seus parceiros, deve começar a atuar em outubro deste ano. “A gente vai captar essa mulher por meio do projeto Prevenir, a Americas Amigas vai nos dar suporte e teremos a recepção desses pacientes na FAP. Temos um triângulo para atender esses pacientes”, disse Cristiane Araújo.

Projeto Prevenir – Construído para atuar como um sistema de rastreamento organizado de câncer de mama e de colo de útero, para mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica. Baseado em modelo preventivo, o projeto atuará nos espaços segregados de Campina Grande e sua região metropolitana.

A inspiração do Projeto está vinculada à crença na força da prevenção e à certeza de que esse comportamento preventivo é menos habitual entre as mulheres socieconomicamente vulneráveis. Nesse sentido, elas são prioridade nas ações do Prevenir, que estabelece como critério seletivo para o atendimento ser usuária das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clube de Mães ou das Associações de Moradores dos bairros; ter entre 20 e 100 anos para o rastreamento de câncer de colo uterino e entre 30 e 65 anos para o rastreamento do câncer de mama.

Uma vez diagnosticada com a doença, a mulher é encaminhada para rede referenciada. O ciclo preventivo se repete anualmente, quando as mulheres atendidas devem ter acesso a uma nova consulta após 12 meses.