Estrutura reformulada acompanha o crescimento dos projetos de saúde, educação, cultura e inclusão social desenvolvidos pela instituição.

A Fundação Pedro Américo inaugurou nesta sexta-feira, 28 de agosto, seu novo espaço administrativo, em Campina Grande. A estrutura irá contemplar auditório, salas administrativas e equipamentos para apoiar o trabalho das equipes.

A entrega marca uma nova etapa na trajetória da instituição, fundada em 2004. Há mais de duas décadas, a Fundação desenvolve ações voltadas à população paraibana, especialmente às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Mais do que uma ampliação física, o espaço representa o crescimento da atuação institucional. Também abre caminhos para novos projetos e serviços destinados à comunidade.

Uma estrutura para ampliar projetos

Durante a inauguração, o presidente da Fundação Pedro Américo, Dalton Gadelha, destacou o significado simbólico do novo ambiente. Segundo ele, a reforma traduz o caminho percorrido e prepara a instituição para os próximos desafios.

“Este espaço é uma simbologia do que estamos fazendo e do que fizemos até aqui. Agora, a Fundação ganha mais corpo e poderá ajudar mais pessoas”, afirmou.

Dalton ressaltou que a nova estrutura amplia as condições de trabalho das equipes. O espaço também favorece a criação de projetos nas áreas sociais, culturais, educacionais, científicas e de saúde.

“Estamos ganhando um novo auditório, novas salas administrativas e novos equipamentos. Daqui nascerão novos projetos para a nossa sociedade”, declarou.

Orgulho, propósito e legado

Ao recordar a história construída com sua família, Dalton falou sobre a relação pessoal que mantém com a Fundação. Para ele, o sentimento não está ligado à vaidade, mas ao orgulho pelo trabalho desenvolvido.

“Eu não tenho vaidade, mas orgulho eu posso até dizer que tenho. Tenho alegria, vibração e o desejo de que aconteça cada vez mais”, disse.

O presidente também relacionou sua atuação à fé e ao propósito de continuar trabalhando pelas pessoas que mais precisam.

“Eu recebo isso como uma missão divina. Sinto Deus perto de mim, dizendo para continuar fazendo, principalmente por aqueles que mais precisam.”

Para Dalton Gadelha, a inauguração inicia uma nova etapa e amplia a responsabilidade da Fundação perante a sociedade. Ele também defendeu o exemplo como instrumento de transformação.

“Hoje é um novo marco e uma nova história que vai favorecer a sociedade. O exemplo não é a melhor forma de educar, é a única. Um gesto vale muito mais do que as palavras”, afirmou.

Ao falar sobre o futuro, o presidente resumiu o legado que pretende deixar por meio da instituição.

“De onde eu vim, não trouxe nada. Para onde eu vou, não levarei nada. Quero deixar aqui meu trabalho, meu legado e minha honra. Se for possível, quero deixar também inspiração para outras pessoas.”

Uma história construída por pessoas

A trajetória da Fundação também está presente nas histórias dos colaboradores que acompanham seu crescimento. Nieda Maciel, analista administrativa dos projetos sociais, trabalha na instituição há 15 anos.

Para Nieda, a Fundação se tornou um lugar de pertencimento, acolhimento e realização profissional. O contato diário com os programas sociais reforça sua identificação com o propósito institucional.

“Eu gosto muito de trabalhar aqui. É minha segunda casa. Existe um espírito de solidariedade e somos muito bem acolhidas quando chegamos”, contou.

Nieda também destacou a satisfação de contribuir para ações que alcançam diferentes comunidades.

“É muito gratificante trabalhar com os programas sociais. Eu me sinto realizada por fazer parte desse trabalho”, afirmou.

Um ecossistema social

A dimensão atual da Fundação Pedro Américo foi apresentada pelo diretor de Planejamento e Gestão, Victor Freitas. Segundo ele, a instituição reúne diferentes unidades e projetos sob o mesmo compromisso social.

“Hoje, a Fundação Pedro Américo é um ecossistema social”, definiu.

Esse ecossistema é formado pelo Hospital HELP, HBOL, em João Pessoa, Museu de Arte e Ciências de Campina Grande – MAC e Rede Ita. As unidades desenvolvem atividades nas áreas de saúde, educação, cultura, ciência, inclusão e desenvolvimento social.

Projetos que chegam às comunidades

Além das unidades físicas, a Fundação mantém programas sociais destinados a diferentes públicos. As ações oferecem assistência, prevenção, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento.

O Envelhecendo com Saúde desenvolve atividades voltadas às pessoas idosas. O projeto busca promover qualidade de vida, convivência e atenção à saúde durante o envelhecimento.

O Prevenir leva exames preventivos às comunidades por meio de unidades móveis. A iniciativa contribui para o rastreamento do câncer de mama e a identificação de possíveis alterações.

O Veja Bem oferece atendimentos oftalmológicos gratuitos à população. A proposta amplia o acesso à avaliação da saúde dos olhos.

O Alegria de Plantão é desenvolvido em parceria com estudantes da Unifacisa. O projeto realiza visitas a hospitais para levar acolhimento, conforto e orientações de saúde aos pacientes.

Saúde, inovação e novas oportunidades

Segundo Victor Freitas, a Fundação prepara uma nova etapa de expansão. Os planos incluem serviços de saúde e projetos voltados à capacitação profissional e à inclusão.

No Hospital HELP, está prevista a instalação de um PET-Scan com inteligência artificial. De acordo com o diretor, será o primeiro equipamento com essa tecnologia na Paraíba.

A Fundação também está estruturando um ateliê social. O espaço oferecerá formação em costura, artesanato e empreendedorismo, com atenção especial ao público feminino.

A iniciativa pretende apoiar mulheres interessadas em desenvolver novas habilidades e buscar oportunidades no mercado de trabalho.

Outro projeto previsto é a biblioteca social, com atividades de inclusão digital destinadas principalmente às pessoas idosas. A proposta busca ampliar o acesso à tecnologia e à informação.

A instituição também planeja desenvolver novos projetos para crianças. As ações deverão aproveitar a estrutura existente nas áreas de educação e esporte.

Cultura, esporte e ciência

Ao abordar a atuação cultural da Fundação, Dalton Gadelha destacou a presença do MAC na vida de Campina Grande. O museu recebe exposições, cursos, eventos e atividades destinadas a diferentes públicos.

“O museu hoje é um espaço adorado por Campina Grande. A cada exposição, curso e evento, ajudamos a formar cidadãos capazes de inovar na cultura, no esporte e na ciência”, afirmou.

Para o presidente, a integração dessas áreas permite que a Fundação amplie sua contribuição social. Saúde, conhecimento, cultura e lazer passam a atuar de forma complementar.

A inauguração do novo espaço administrativo reforça essa integração. Também oferece suporte para que os projetos existentes cresçam e novas iniciativas sejam desenvolvidas.

“Essa é a nossa finalidade: continuar servindo à sociedade, despertando talentos e criando oportunidades. Queremos contribuir para uma sociedade mais digna, justa e humana”, declarou Dalton.

Ao resumir a dimensão alcançada pela instituição, o presidente reforçou o propósito que conecta suas diferentes frentes de atuação.

“Saúde, educação, cultura, esporte e lazer fazem parte do mesmo organismo, que se chama Fundação Pedro Américo”, finalizou.